A pavimentação em São Vicente exige atenção redobrada ao subleito. A cidade, situada em uma planície sedimentar entre o mar e a Serra do Mar, apresenta solos predominantemente argilo-arenosos com lençol freático elevado — condição que compromete a capacidade de suporte se não for bem avaliada. A norma ABNT NBR 9895 orienta o ensaio, mas o que define a durabilidade do pavimento é a interpretação correta do índice de Suporte Califórnia para a realidade local. Em trechos como os acessos à Ilha Porchat ou vias do bairro Catiapoã, já identificamos variações de CBR entre 3% e 8% em estado natural, valor que sobe com a compactação controlada. Para entender a estratigrafia antes da coleta, muitas obras recorrem ao ensaio CPT em solos de baixa resistência, definindo a profundidade ideal das amostras deformadas.
O CBR de projeto em São Vicente costuma exigir valores entre 12% e 20% para o subleito, dependendo do tráfego previsto na via.



