O funil de metal brilha sob o sol forte de São Vicente. A areia calibrada desce suave, preenchendo o furo aberto no aterro. Não tem mistério: o cone de areia é o método mais direto que a engenharia tem para saber se a compactação foi bem feita. Na planície sedimentar vicentina, entre morros e manguezais, a densidade do solo muda muito em poucos metros. Um controle mal feito aqui custa recalque, trinca e retrabalho. A norma ABNT NBR 7185 rege cada etapa do procedimento. Nosso laboratório segue essa norma à risca. Usamos areia de Ottawa padronizada. A balança é verificada antes de cada campanha. O resultado sai em minutos. Mas a interpretação correta exige olho clínico de quem já rodou muita obra na Baixada Santista.
Na areia fina da planície vicentina, o cone de areia é o juiz implacável da compactação: aprova ou reprova em minutos.



