Construtora que crava estaca em São Vicente sem ensaio triaxial está projetando no escuro. A planície litorânea da Baixada Santista esconde camadas de argila orgânica mole com comportamento drenado e não drenado que nenhum SPT consegue prever sozinho. Já vistoriei obra na região do Sambaiatuba onde a ruptura ocorreu porque a coesão real era 60% inferior à estimada por tabela. O triaxial resolve essa incerteza ao romper o corpo de prova sob tensões confinantes controladas — e é por isso que a ABNT NBR 12770 o exige para parâmetros de resistência em projetos classe A. Para complementar a investigação, especialmente em terrenos com lentes de areia, utilizamos também o ensaio CPT que permite identificar variações estratigráficas contínuas antes de definir os pontos de amostragem indeformada.
A diferença entre uma fundação superdimensionada e uma ruptura está nos 4 kPa de coesão que só o triaxial revela.



