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SÃO VICENTE
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Ensaio SPT em São Vicente: Perfuração e Nspt em Terrenos Litorâneos

Confiança técnica baseada em dados.

SAIBA MAIS

O martelo de 65 kgf cai em queda livre sobre a cabeça de bater, e a cada 15 centímetros de penetração do amostrador padrão no solo vicentino a gente anota o número de golpes. Esse é o ritmo do ensaio SPT que executamos em São Vicente, onde as formações sedimentares da Baixada Santista impõem atenção redobrada ao operador da sonda. A cidade, com seus 332 mil habitantes distribuídos entre o sopé da Serra do Mar e a linha de costa, apresenta perfis de subsolo que vão de areias finas compactas nas partes altas do Centro a argilas orgânicas muito moles nos bairros de mangue. Em mais de duas décadas de campanhas na Ilha de São Vicente, o que mais vemos é a alternância brusca de resistência: camadas de 3 a 5 metros com Nspt abaixo de 2, seguidas por pacotes arenosos com Nspt superior a 20, cenário típico de paleocanais. Complementamos a campanha SPT com o ensaio CPT quando o projeto exige perfil contínuo de resistência de ponta, especialmente nas regiões de aterro sobre mangue onde a camada compressível é espessa e a estratigrafia muda lateralmente em poucos metros.

Em São Vicente, não perfuramos apenas para cumprir norma: cada metro de SPT conta a história geológica de transgressões e regressões que moldaram a planície costeira.

Nossas áreas de serviço

Procedimento e escopo

A diferença de comportamento do solo entre a Área Insular e a Área Continental de São Vicente resume boa parte dos desafios geotécnicos da cidade. No bairro Boa Vista, sobre os terraços arenosos do Pleistoceno, o amostrador encontra areias siltosas com Nspt médio entre 8 e 15 já aos 2 metros de profundidade — suficiente para fundações diretas em residências de médio porte. Já no bairro Parque das Bandeiras, aterrado sobre planície de maré entre as décadas de 1970 e 1990, o ensaio SPT registra Nspt zero nos primeiros 4 a 6 metros: a composição é de argila siltosa com matéria orgânica, lentes de turfa e conchas fragmentadas. Nesse perfil, a cravação do amostrador chega a penetrar por peso próprio do martelo, sem golpes. Em nossa rotina de campo, a cada campanha na zona de mangue aterrado, programamos ao menos um furo com revestimento até 10 metros para conter o colapso das paredes. Para projetos que exigem o controle de compactação das camadas superiores após melhoramento, associamos o SPT ao ensaio de densidade com cone de areia no mesmo plano de investigação.
Ensaio SPT em São Vicente: Perfuração e Nspt em Terrenos Litorâneos
Imagem técnica — São Vicente

Fatores do terreno local

A ABNT NBR 6484:2020 estabelece os procedimentos para execução do SPT, mas em São Vicente o que preocupa não é a técnica de perfuração em si — é a interpretação do perfil em terrenos onde a resistência muda de zero para 20 golpes em menos de um metro. Ignorar esse gradiente pode levar o projetista a subestimar recalques diferenciais em fundações mistas. O fenômeno da liquefação, embora mais associado a areias limpas saturadas, encontra condições potenciais nos cordões arenosos do litoral vicentino, especialmente nos trechos entre a Praia dos Milionários e a Praia do Gonzaguinha. O método simplificado de Seed & Idriss (1971), adaptado à NBR 15492:2007, exige valores de Nspt corrigidos para avaliação do potencial de liquefação. Quando o furo atravessa camadas de areia fina abaixo do nível freático, o cuidado com a estabilização do furo é redobrado: a perda de confinamento durante a lavagem pode mascarar a densidade real da camada e comprometer o fator de segurança do projeto.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 6484:2020 – Solo – Sondagem de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 15492:2007 – Sondagem de reconhecimento para fins de qualidade ambiental, ABNT NBR 8036:1983 – Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios, ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 – Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração

Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Massa do martelo (padrão)65 kgf
Altura de queda75 cm
Diâmetro do amostrador2” (externo) / 1 3/8” (interno)
Profundidade típica em São Vicente8 a 25 m (conforme projeto)
Intervalo de cravação registradoA cada 15 cm (3 valores por metro)
Norma de referênciaABNT NBR 6484:2020
Acreditacão do laboratórioISO/IEC 17025 (ABNT NBR ISO/IEC 17025)
Nível d'água médio nos furos (zona de mangue)0,3 a 1,2 m de profundidade

Perguntas comuns

Qual o custo médio de um ensaio SPT em São Vicente?

O valor do ensaio SPT em São Vicente situa-se na faixa de R$1.140 a R$1.670 por furo, considerando profundidade de até 15 metros e mobilização incluída na região da Baixada Santista. Esse intervalo varia conforme a quantidade de furos contratados, a profundidade total, a necessidade de revestimento (comum em terrenos de mangue aterrado) e a distância de deslocamento da sonda até o local da obra.

Qual a norma que rege a execução do SPT no Brasil?

O ensaio SPT no Brasil é normatizado pela ABNT NBR 6484:2020 (Solo – Sondagem de simples reconhecimento com SPT – Método de ensaio). Esta norma define o equipamento, o procedimento de perfuração com circulação de água, a cravação do amostrador padrão tipo Raymond com martelo de 65 kgf em queda livre de 75 cm, e o critério de paralisação. Nosso laboratório opera sob acreditação ABNT NBR ISO/IEC 17025, com calibração periódica dos martelos e hastes conforme exige a norma.

Em quais bairros de São Vicente o SPT encontra solo mais mole?

Os bairros aterrados sobre a planície de maré são os que apresentam os menores valores de Nspt. Parque das Bandeiras, Jockey Club, Vila Margarida e partes do Centro próximas ao estuário do Rio Mariana costumam ter camadas de argila orgânica mole com Nspt entre 0 e 2 nos primeiros 4 a 8 metros. Já os bairros mais elevados, como Boa Vista, Catiapoã e parte do Itararé (sobre terraços arenosos), apresentam resistência maior, com Nspt acima de 8 já nos primeiros metros.

Quantos furos de SPT são necessários para um projeto de fundação em São Vicente?

A ABNT NBR 8036:1983 orienta a programação de sondagens com base na área construída. Para edificações de até 1.200 m², recomendam-se no mínimo 3 furos; entre 1.200 m² e 2.400 m², ao menos 4 furos, e assim sucessivamente. Em São Vicente, devido à variabilidade lateral dos depósitos de mangue, nossa experiência indica que uma malha mais densa — com furos a cada 15 ou 20 metros — reduz o risco de encontrar camadas compressíveis não detectadas entre os pontos de sondagem.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em São Vicente e arredores. Mais info.

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