A cravação do piezocone começa às seis da manhã na Zona Portuária de São Vicente. O equipamento hidráulico avança metro a metro, registrando a pressão neutra e a resistência de ponta em tempo real. São Vicente, com altitude média de apenas dois metros sobre o nível do mar, exige um controle geométrico absoluto em qualquer intervenção subterrânea. O lençol freático está praticamente na superfície e a maré influencia as leituras. Por isso, a campanha de sondagens não pode esperar. O engenheiro responsável acompanha cada perfil, ajustando os parâmetros de cálculo conforme o equipamento revela camadas de argila siltosa mole intercaladas com lentes de areia fina.
Em São Vicente, a argila mole da planície costeira exige parâmetros de resistência não drenada medidos em campo, não estimados de tabela.



