O erro mais comum que vemos em São Vicente é tratar o projeto de contenção como uma simples barreira vertical. A cidade não perdoa isso. Já pegamos obras na encosta do Parque Bitaru onde ignoraram o fluxo subterrâneo e a contenção rompeu na primeira temporada de chuvas. Aqui não se trata só de reter solo. É controlar água, empuxo dinâmico e recalque diferencial num pacote só. A geologia local mistura sedimento marinho mole, aterro sobre manguezal e morro cristalino alterado. Um mesmo terreno pode ter três comportamentos distintos em menos de 40 metros. Por isso o projeto precisa de investigação geotécnica de verdade. Sempre começamos com sondagens SPT para mapear a estratigrafia real e definir a cota de apoio antes de qualquer dimensionamento estrutural.
Muro de contenção em São Vicente não é só concreto armado: é drenagem, empuxo de água e controle de erosão trabalhando juntos.



