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SÃO VICENTE
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Análise granulométrica em São Vicente: peneiramento e hidrômetro para classificação precisa do solo

Confiança técnica baseada em dados.

SAIBA MAIS

Um erro comum que construtoras cometem em São Vicente é confundir um solo siltoso com uma areia fina, apenas por observação tátil. A diferença, que parece sutil em campo, muda completamente a previsão de recalque ou a suscetibilidade à erosão. A análise granulométrica, seja por peneiramento ou com o uso do hidrômetro, elimina essa incerteza. Em uma cidade onde a planície litorânea mistura sedimentos marinhos com depósitos aluvionares dos morros insulares como o Morro dos Barbosas, a curva granulométrica se torna a base para qualquer decisão de engenharia. Sem ela, projetar sistemas de drenagem ou dimensionar filtros em obras de contenção é arriscado, especialmente quando o lençol freático está a poucos metros da superfície. Para entender melhor o comportamento do maciço antes de executar uma fundação, combinamos frequentemente esta análise com o ensaio de placa em carga, que valida a capacidade de suporte do terreno in situ.

A curva granulométrica não é um gráfico decorativo: ela define a permeabilidade, o potencial de capilaridade e o risco de erosão interna em cada camada do subsolo vicentino.

Nossas áreas de serviço

Procedimento e escopo

Em São Vicente, observamos frequentemente que a fração fina dos solos da região de Samaritá e da área continental exibe um comportamento plástico que não é identificado apenas com o peneiramento simples. Por isso, o ensaio completo segue rigorosamente a ABNT NBR 7181, unindo a série de peneiras à técnica do densímetro. Durante o procedimento, a amostra é dispersa quimicamente com hexametafosfato de sódio para garantir a individualização das partículas. Enquanto as areias e os pedregulhos são retidos nas peneiras de malha padronizada, as partículas finas em suspensão são analisadas pelo hidrômetro, que mede a densidade do líquido ao longo do tempo. A lei de Stokes rege essa fase: partículas mais grossas sedimentam primeiro. O resultado é uma curva contínua que revela o diâmetro efetivo (D10) e o coeficiente de uniformidade (Cu), parâmetros indispensáveis para calcular a permeabilidade ou avaliar o potencial de liquefação. Em obras de pavimentação na área portuária, esse detalhamento evita a segregação de bases granulares e complementa a avaliação feita pelo ensaio CBR viário. A precisão na classificação, seja pelo sistema Unificado (SUCS) ou pela ABNT, orienta ainda a escolha de técnicas de melhoramento como a vibrocompactação nas areias fofas da orla vicentina.
Análise granulométrica em São Vicente: peneiramento e hidrômetro para classificação precisa do solo
Imagem técnica — São Vicente

Fatores do terreno local

A aplicação da ABNT NBR 7181 é especialmente relevante em São Vicente devido aos solos bissialíticos encontrados nas encostas do Morro do Voturuá e aos sedimentos quaternários da planície. Ignorar a análise por sedimentação em um solo com presença significativa de argila pode levar à subestimação do potencial de retração e expansão. Isso é crítico em obras de estabilidade de taludes, onde a sucção matricial gerada pela fração fina afeta diretamente a resistência ao cisalhamento não saturada. Outro cenário de risco ocorre na escolha de filtros para sistemas de drenagem profunda: se a curva granulométrica não for precisa, o filtro pode colmatar ou permitir o carreamento interno de finos (piping), comprometendo estruturas de contenção. A correta determinação do Coeficiente de Curvatura (Cc) entre 1 e 3 e do Coeficiente de Uniformidade (Cu) é o que separa um solo bem graduado de um mal graduado, definindo a segurança de aterros e diques na zona estuarina do Rio Branco.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 7181:2018 – Solo – Análise granulométrica, ABNT NBR 6457:2016 – Preparação de amostras para ensaios de compactação e caracterização, ABNT NBR 6502:1995 – Rochas e solos – Terminologia, ABNT NBR NM ISO 3310-1:2010 – Peneiras de ensaio – Requisitos técnicos e verificação

Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Norma técnica de referênciaABNT NBR 7181:2018
Faixa de peneiramento grossoNº 4 (4,8 mm) até 3” (76,2 mm)
Faixa de peneiramento finoNº 10 (2,0 mm) até Nº 200 (0,075 mm)
Limite de detecção do hidrômetroAproximadamente 0,001 mm (argila coloidal)
Dispersante químico utilizadoHexametafosfato de sódio (solução padrão)
Temperatura de controle do ensaioBanho termostático controlado (± 0,5 °C)
Parâmetros derivados da curvaD10, D30, D60, Cu, Cc e % de cada fração

Perguntas comuns

Qual o custo médio para uma análise granulométrica completa (peneiramento + sedimentação) em São Vicente?

O investimento para o ensaio completo, incluindo peneiramento fino, grosso e a sedimentação com densímetro, geralmente fica entre R$220 e R$510 por amostra. O valor final varia conforme a urgência do relatório e a complexidade logística da coleta em campo na região de São Vicente.

Qual a diferença entre a granulometria por peneiramento e a por sedimentação?

O peneiramento é eficaz para partículas acima de 0,075 mm (areias e pedregulhos), enquanto a sedimentação mede a velocidade de queda das partículas finas em suspensão, permitindo quantificar silte e argila (<0,075 mm) com base na lei de Stokes. Apenas a união dos dois métodos gera a curva granulométrica completa.

Em quanto tempo o relatório do ensaio granulométrico fica pronto?

O prazo padrão para a entrega do boletim técnico, com a curva granulométrica e a classificação do solo, varia de 5 a 10 dias úteis. Esse período inclui a secagem controlada da amostra, a execução do ensaio de sedimentação (que requer várias horas de leitura) e a análise dos dados.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em São Vicente e arredores.

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